James Dean morreu como viveu: de forma rápida e destemida

16/02/2018

Ícone da geração de 50, James Dean morreu como viveu: de forma rápida e destemida

O astro do cinema teve carreira intensa e meteórica antes de morrer precocemente, aos 24 anos, em setembro de 1955

por REDAÇÃO
7 de Fev. de 2018 

Jaqueta, camiseta branca, calça jeans, pose de bad boy e um cigarro entre os lábios. É assim que nos lembramos de vários ícones dos anos 50/60, mas somente um deles teve uma carreira tão intensa quanto meteórica, que começou e terminou nesse período. James Dean nasceu em 8 de fevereiro de 1931, no entanto, sua vida terminou aos 24 anos, em uma estrada da Califórnia. O ator sofreu um acidente de carro em 30 de setembro de 1955.

Esse quase um quarto de século foi suficiente para transformar James Byron Dean em estrela. O ator fez quatro pequenas pontas em filmes no início da década de 1950 e algumas participações em séries de TV. Mas foi com seu primeiro grande papel no cinema, como Cal Trask em Vidas Amargas (1955) que ele realmente ganhou os olhos o público, principalmente o feminino, e seduziu Hollywood. No longa de Elia Kazan, baseado livremente no livro A Leste Do Éden, de John Steinbeck, o galã interpretou um jovem em busca da aprovação e afeto de seu pai, que demonstra favoritismo por seu irmão. A interpretação lhe rendeu indicações a dois grandes prêmios: o Oscar de melhor ator e o Bafta de melhor ator estrangeiro.

No mesmo ano - mas já após a morte de Dean - chegou aos cinemas o personagem que fez com que ele realmente passasse a ser reconhecido no mundo todo e pelo qual é lembrado até hoje: Jim Stark, no cult Juventude Transviada, pelo qual foi indicado novamente ao Bafta. Ao lado de Natalie Wood (Judy) e Sal Mineo (John "Plato" Crawford), mostrou um retrato de sua geração em uma espécie de comentário social a respeito dos adolescentes "rebeldes sem causa" - que por sinal, é o título original do longa (Rebel Without a Cause). O filme, indicado a três Oscar, foi dirigido por Nicholas Ray.

Seu papel derradeiro no cinema foi em Assim Caminha a Humanidade (1956), que foi finalizado e lançado em 1956, pouco mais de um após a morte de Dean. O épico de mais de três horas de duração e com um estrelado elenco, que trazia ainda Elizabeth Taylor, Rock Hudson, Dennis Hopper e, mais uma vez, Sal Mineo, conta a história de um rancheiro do Texas (Hudson) e sua família ao longo dos anos e aponta como a indústria do petróleo enriqueceu os fazendeiros do estado norte-americano. A obra destacou-se por tratar do preconceito de maneira bastante escancarada para a época. James Dean viveu o papel do ambicioso Jett Rink, funcionário da família que se apaixona por Leslie (Taylor), a esposa do patriarca.

Fora das telas, o artista ainda teve alguns papeis no teatro. Participou de duas peças da Broadway e quatro off-Broadway, a maioria delas antes do sucesso na sétima arte. Após sua morte, a figura de James Dean pôde ser vista na pele de alguns atores nas cinebiografias que foram feitas retratando a curta vida desse ídolo dos anos 50 (a mais recente delas, de 2001, contou com James Franco no papel do biografado). Assuntos não faltaram para relatar: a suspeita de que fosse homossexual, mas que os estúdios escondiam isso; a paixão por corridas de carro, que acabou sendo, de certa forma, o que interrompeu sua vida antes da hora, além de sua morte no auge da carreira e as consequências disso.

"Viva depressa, morra jovem e deixe um cadáver bonito"
A máxima acima foi proferida pelo personagem Nick Romano (vivido por John Derek), no filme de 1949 O Crime Não Compensa. A produção foi dirigida pelo mesmo Nicholas Ray que alguns anos mais tarde comandaria Juventude Transviada. Curiosamente, a frase passou a ser intimamente associada a James Dean após sua morte - ele, literalmente, vivia rápido, correndo em competições de carros, sua paixão. Seu acidente ocorreu na rodovia que, naquela época, tinha o nome de U.S. Route 466, enquanto o ator testava seu Porsche 550 Spyder, possivelmente acima do limite de velocidade (há controvérsias a respeito do assunto até hoje). Ele estava se familiarizando com o veículo antes de usá-lo em uma corrida, que foi realizada no mesmo dia.

Ozzy Osbourne revela a coisa mais surpreendente que já viu ...

16/02/2018

Ozzy Osbourne revela a coisa mais surpreendente que já viu em um show e conta que ainda quer lançar mais um álbum

Próximo de iniciar a última turnê, que passará por quatro cidades do Brasil, o ex-Black Sabbath comenta os quase 50 anos na estrada

por ROLLING STONE EUA
13 de Fev. de 2018 às 13:44

Após passar uma boa parte dos últimos 50 anos na estrada, seja como integrante do Black Sabbath ou com a carreira solo, Ozzy Osbourne vai embarcar em sua última turnê mundial em março deste ano. Apesar de ter batizado o giro de No More Tours 2 – uma menção cômica à turnê que também seria a última, chamada No More Tours, do começo dos anos 1990 – o músico deixa claro que esse não é um adeus.

“Não estou me aposentando”, ele contou à Rolling Stone EUA na última terça, 6. “É apenas ‘sem mais turnês’, então só não farei mais turnês mundiais. Continuarei fazendo shows, mas não vou mais viajar por seis meses para me apresentar. Quero passar mais tempo em casa.” Leia abaixo tudo que ele nos contou sobre as viagens que já fez e tanto tempo passado na estrada.

O que os fãs devem esperar da turnê final?
Espero que um bom show.

Você ainda sente aquela adrenalina de se apresentar ao vivo?
Com certeza. Se não sentisse, não faria mais shows. Sou um perfeccionista em muitos aspectos. Se eu erro uma nota, fico irritado comigo mesmo, mas preciso me esforçar para superar isso.

Você estava muito nervoso na noite do seu primeiro show solo, em 1980, mas ficou feliz com a resposta dos fãs.
Toda noite antes de eu começar uma turnê, sinto um medo terrível de palco, até eu cruzar uma linha invisível. A partir desse momento, é tudo ou nada.

Essa turnê mundial vai terminar em 2020, que é o ano em que o seu primeiro álbum completa 40 anos. Você considera tocar o Blizzard of Ozz inteiro em algum show?
Essa foi uma ideia que surgiu por um tempo, mas eu não componho álbuns dessa forma, então não vai acontecer. Quando faço um disco, eu gravo músicas que especificamente nunca tocaria ao vivo. Por exemplo, no Blizzard of Ozz, tem músicas que escrevi para nunca serem tocadas em shows, porque a produção é muito intensa. Eu sempre faço uma mais calminha, uma mais rock e as que eu costumo chamar de faixas de álbum. As calminhas e as de rock eu toco nos shows, mas outras são produzidas demais. Mas acho que eu poderia tocar uma.

Como você está se preparando para essa turnê
Bom, estou falando com você, não estou? [Risos]. Não quero que as pessoas se confundam. Não é uma turnê de aposentadoria, é ‘No More Tours’ [Sem mais turnês]. Não quero ficar na estrada pelo resto da minha vida. Eu sou casado e raramente vejo minha família. Eu saio por uma porta e minha esposa entra pela outra. Não quero ser esse cara. Quando estou em turnê, eu não saio, porque acabam me incomodando. Não estou lá para conhecer o lugar, estou lá para trabalhar. E a melhor parte disso é o show, mas você acaba tendo que esperar alguns dias até o show.

Parece que o que você quer mesmo é ir com mais calma e aproveitar a vida.
É exatamente isso. Sou abençoado de ainda conseguir tocar, de ainda ter fãs e de ainda ser apaixonado pelo que faço. Paul McCartney ainda faz turnê. Os Rolling Stones também. É uma escolha deles. Eu não quero ficar na estrada o tempo todo.

Quais são os planos para após a turnê?
Eu gostaria de fazer um álbum. Farei shows esporadicamente. Só sei que não vou mais fazer turnê.

Você disse que tem oito ou nove ideias de músicas. Em que estágio estão essas ideias?
Preciso sentar e trabalhar nelas. Nunca tenho tempo o suficiente nessa casa.

E na estrada também nunca tem tempo.
Quando estou viajando, e tenho um dia de folga, eu tento descansar minha voz, então não é uma boa ideia sair cantando e escrevendo músicas, apesar de já ter feito isso no passado.

Ao longo dos últimos 40 anos, tenho certeza que você viu coisas extraordinárias em seus shows. Qual foi a mais marcante?
Teve uma noite em que vi algumas pessoas paradas durante o show ­– e se tem alguém que não está se mexendo nem fazendo nada na plateia, eu faço o show só para essas pessoas, e começo a jogar baldes de água nelas. Depois me contaram que elas eram todas surdas, por isso não estavam se mexendo ou na pegada do show. Me senti um idiota na época, encharcando o pessoal [risos]. Eles só ficavam lá parados. Eu não conseguia entender por que alguém surdo iria a um show de rock. Mas me explicaram que eles sentem o ritmo. Foi muito interessante.

Tenho certeza que coisas mais malucas já aconteceram.Acho que em todo show alguém vai preso. Mas eu subo ao palco pra dar aos fãs a melhor noite possível

Smashing Pumpkins anuncia oficialmente nova turnê ...

16/02/2018

Smashing Pumpkins anuncia oficialmente a turnê de reunião sem a baixista D’arcy Wretzky

Billy Corgan volta a tocar com James Iha e Jimmy Chamberlain em shows focados nos cinco primeiros discos da banda

por ROLLING STONE EUA
15 de Fev. de 2018 às 15:33

Há mais de uma semana, o Smashing Pumpkins vem provocando a curiosidade dos fãs, com uma contagem regressiva no site oficial do grupo. Nesta quinta, 15, o cronômetro finalmente chegou a zero, e a tão esperada notícia foi oficializada. Os membros originais Billy Corgan, James Iha e Jimmy Chamberlin serão acompanhados por Jeff Schroeder em uma turnê norte-americana ao longo do ano de 2018. A baixista original, D’arcy Wretzky, não fará parte do projeto.

Chamada The Shiny and Oh So Bright, a turnê, que coincide com o aniversário de 30 anos da formação da banda, começa no dia 12 de julho, no estado de Arizona, e chega ao fim em 7 de setembro, em Idaho. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 23. Mais datas podem (e devem) ser anunciadas.

Durante os shows, o Smashing Pumpkins tocará exclusivamente músicas dos cinco primeiros álbuns que lançaram: Gish (1991), Siamese Dream (1993), Mellon Collie and the Infinite Sadness(1995), Adore (1998) e Machina (2000).

“Essas apresentações serão diferentes de tudo que já fizemos, e contarão com um setlist único, diferente de qualquer um que já tocamos”, contou o vocalista Corgan. “Essa é uma chance de um novo começo, queremos conduzir isso com uma explosão.”

O anúncio da reunião percorreu, até agora, uma caminho um tanto quanto conturbado. Na última segunda, 12, o Smashing Pumpkins divulgou um comunicado dizendo que os integrantes haviam tentado entrar em contato com a baixista D’arcy Wretzky, para inclui-la nos planos, mas concluiu dizendo que ela recusou diversas vezes o convite. Este comunicado foi emitido logo após a baixista dizer, em vários posts nas redes sociais e em um breve comentário ao site Blast Echo, que Corgan havia feito a proposta para ela participar do reencontro, sendo que logo em seguida desfez a proposta.

De acordo com D’arcy, depois de trocar algumas mensagens de texto com Corgan, ela ficou sabendo que ele já havia convocado Jack Bates (filho de Peter Hook, ex-baixista do New Order e do Joy Division) para tocar baixo na turnê, ao lado de Corgan, James Iha, Jimmy Chamberlain (integrantes originais do Smashing Pumpkins) e do guitarrista adicional Jeff Schroeder. O que ela não sabia é que o vocalista havia planejado que ela participasse mais como uma atração especial, semelhante a Steven Adler, baterista do Guns N’ Roses, que recentemente apenas faz participações esporádicas nos shows.

A turnê The Shiny and Oh So Bright foi anunciada com um curto vídeo que exibe, ao som da clássica “Today”, o que parece ser a versão mais velha e decadente das gêmeas siamesas da capa do álbum Siamese Dream (1993) ateando fogo em um logo de coração do Smashing Pumpkins com um lança-chamas. Assista abaixo.

Aplicativos


 Locutor Ao vivo


DJ Wanderley Camara

Pop Classics

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!


Anunciantes